Existe uma diferença que resolve quase toda a dúvida, e ela cabe numa frase:
O Google capta quem já está procurando. O Meta cria vontade em quem ainda não procurou.
Todo o resto — custo, formato, segmentação — decorre disso.
Quando o Google é a escolha certa
Serviço que o cliente busca quando o problema já aconteceu.
Freio rangendo, luz de injeção acesa, embreagem patinando, para-choque amassado no estacionamento. Ninguém acorda com vontade de retificar um motor. A pessoa tem um problema, pega o celular e digita.
Nessas horas o Google é imbatível, porque você aparece exatamente no momento da necessidade. O lead chega mais quente e a conversa começa adiantada — ele já sabe o que quer.
O custo por clique é mais alto, e isso assusta quem olha só essa métrica. Mas o custo por cliente costuma ser menor, porque a intenção é maior.
Vá de Google se o seu forte é: mecânica geral, revisão, freios, suspensão, funilaria de colisão, socorro e urgência, ou qualquer serviço com termo de busca óbvio.
Quando o Meta é a escolha certa
Serviço que o cliente deseja, mas não procura sozinho.
Envelopamento, som automotivo, insulfilm, polimento técnico, estética, personalização, roda. Quase ninguém digita “quero envelopar meu carro” — a pessoa vê o resultado no feed de alguém, acha bonito e só então quer.
Aqui o Meta ganha, porque ele mostra antes de a pessoa procurar. E porque o resultado é visual: antes e depois funciona muito melhor em vídeo do que em anúncio de texto.
Vá de Meta se o seu forte é: estética, som, envelopamento, acessórios, performance, personalização — ou se você já produz conteúdo bom e quer amplificá-lo.
O caso da funilaria, que é o mais confuso
Funilaria fica no meio, e é onde mais se erra.
Quem bateu o carro ontem procura no Google. Mas quem tem um risco no para-choque há oito meses não procura — adia. Esse cliente só se mexe quando alguma coisa o lembra do problema, e isso é trabalho de Meta.
Na prática, funilaria costuma render nos dois canais, atacando momentos diferentes do mesmo cliente. Se a verba só permite um, comece pelo Google — a demanda urgente é mais fácil de converter.
O erro que custa caro nos dois
Escolher a plataforma é a parte fácil. O que costuma estragar o resultado é outra coisa:
Uma campanha só para todos os serviços.
Troca de óleo e retífica de motor não têm o mesmo ticket, nem a mesma margem, nem o mesmo tempo de decisão. Quando os dois estão na mesma campanha, o algoritmo persegue o resultado mais fácil de conseguir — e o mais fácil quase sempre é o mais barato.
Você acaba com um relatório cheio de conversas e um caixa cheio de troca de óleo. O custo por lead fica ótimo. A margem, péssima.
Separar campanha por serviço dá mais trabalho de montagem e é a diferença entre atrair quem fecha e atrair quem pergunta preço.
E o que quase ninguém considera
Antes de escolher entre um e outro, existe um ativo gratuito que costuma render mais que os dois: o perfil da sua empresa no Google.
No automotivo local, ele aparece na busca por proximidade, mostra avaliações, telefone e rota. É o primeiro lugar onde alguém decide se confia em você — e é onde a maioria das oficinas tem foto de 2019, horário errado e nenhuma avaliação respondida.
Arrumar isso não custa mídia e melhora o desempenho de qualquer campanha que venha depois. Por isso ele entra incluso em todo contrato de Google Ads que a gente faz.
A resposta curta
Se você precisa de uma regra para decidir hoje:
- Serviço de necessidade — Google primeiro.
- Serviço de desejo — Meta primeiro.
- Os dois, se a verba comportar — porque eles atacam momentos diferentes da mesma pessoa.
E antes de qualquer um dos dois: perfil no Google arrumado, e alguém respondendo o WhatsApp em menos de uma hora. Sem isso, os dois canais só aceleram a perda.